quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A ação da Sakuragumi Teishin-tai em Marilia

 

A ação da Sakuragumi Teishin-tai em Marilia

O Jornal o Globo, de 19/09/1953 noticiou que a Sakuragumi estava agindo na região de  Marilia-Sp. Teriam influenciado 2.500 japoneses na região, e deles exigiam uma contribuição. Segundo o jornal, os imigrantes  já estavam de malas prontas para voltar ao Japão, a fim de juntar-se a um “exercito da ONU”, numa luta na Coreia. A reportagem não especifica os motivos desta tal luta.

Outros jornais afirmam que seria “lutar contra o imperialismo americano que ocupou a Coreia”, ou “lutar contra os comunistas que estão ocupando a Coreia”. Enfim, qualquer história fantasiosa servia para enganar os imigrantes.






quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Sakuragumi Teishin-tai - a greve na penitenciária

 

A greve de fome na penitenciária

Chamou muita atenção da imprensa a greve de fome praticada pelos seis presos na Penitenciaria de São Paulo. Eram os acusados da invasão do Consulado Japones.

No dia 02/08/1955 o jornal O Globo noticiou a greve, em protesto contra o aprisionamento.




Os protestos da Sakuragumi na Assembleia Legislativa

Alguns membros da Sakuragumi, em 09/08/1955 foram à  Assembléia Legislativa e exigiram a soltura dos presos. Ameaçaram a iniciar também greve de fome, em suas casas,  para solidarizarem se com os presos. 

Os deputados tentaram demovê-los da ideia de greve de fome. Temendo a prática do harakiri, foram orientados de que era crime o incentivo ao suicídio. 

Numa demonstração de delírio, desejavam com a greve de fome, além de apoiar os presos, chamar a atenção da ONU, a qual listaram oito exigências em prol a paz mundial.  Segundo O Globo, a greve foi incentivada pelo pastor budista Yoshimitsu Yoshitani.

Tanto os jornais quanto aos políticos, foram bastante compreensivos e condescendentes com os presos e demais japoneses envolvidos na Sakuragumi Teishin-tai.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Sakuragumi Teishi-tai - diversos acontecimentos

 Sakuragumi Teishin-tai - a violencia policial


Conta o jornal Folha da Manhã que uma força policial foi até ao Sitio Guaraciaba para retirar dali os japoneses. Levaram os até a Delegacia de Policia de Santo Andre, antes de alojá-los num pavilhão. 

Apareceu na delegacia um japonês, vindo de São Paulo, com um veículo. Ele foi lá buscar a irmã e 5 filhos dela. Entretanto, a mulher era esposa de um dos 9 presos no episódio da invasão da embaixada e por isso julgou que deveria permanecer no seio da seita, em solidariedade ao marido preso.

Os policiais tiveram que usar a força para embarcar ela no veículo do irmão. Estava ali um reporter da Folha da Manhã, que fez uma reportagem indignada.

 Apesar dos exageros do reporter, a polícia as vezes precisa agir com certo rigor. Alias, é por isso que ela é chamada, quando a situação não se resolve, a policia é chamada para intimidar, e se for necessário, usar a força. 

Folha da Manhã, 22-04-1955


O enviado especial à delegacia

Em 22/05/1955 compareceu na redação do Jornal Folha da Tarde, Sadakazu Fukazawa. Ele foi a mando do trio, que preferiam não se expor ao público. Seguindo instruções dos chefes, amistosamente solicitou a devolução do dinheiro confiscado da Saguragumi, e protestou contra a série de reportagens que o jornal vinha publicando contra os líderes da seita, Yoshitani,  Amano e Ando.

Um repórter tentou convencê-lo de que tudo não se tratava de um esquema criminoso, porém Sadakazu se negou a acreditar. Diante da insistência do repórter, ficou inseguro e afirmou que “se o diplomata do consulado confirmar suas palavras, eu acreditarei”.  

Este episódio demonstra uma fortíssima característica dos imigrantes japoneses da época: eles obedeciam e acreditavam cegamente num “shiyatyou-san” (chefe, comandante). Tinham senso de disciplina, e acreditavam ser parte de uma hierarquia, onde a obediência deveria ser mantida. Para o imigrante, em qualquer estrutura, social, religiosa, profissional, etc, era indispensável a existência de um shiyatyou. Para Sadakazu, o consul, dentro dessa hierarquia, o diplomata seria superior aos chefes da quadrilha. 

Por essa característica, a rendição do Japão teve credibilidade unânime (no Japão) diante das declarações do líder máximo, o imperador. 

Sadakazu Fukasawa na Folha da Manhã

Pretendiam matar o diretor do presidio

Esse episódio demonstra o quão perigoso é o fanatismo cego. Por vezes, ele atinge a um ponto em que a razão, o raciocínio e o juízo são subjugados pela paixão, pelo fanatismo. Nesse ponto, a pessoa perde a noção das coisas e toma decisões erradas e as vezes perigosas.

A Folha da Manhã de 06/12/1955 publicou essa reportagem, em que os 6 presos do atentado ao consulado do Japão pretendiam assassinar o diretor do presídio, e com isso ganhar publicidade, projeção na opinião pública.

As intenções foram desmascaradas, e o próprio diretor, Fernando José Fernandes, informado, conversou com os japoneses e tomou providencias. Ficaram a partir daí isolados uns de outros, incomunicáveis.

Folha da Manha, 06/12/1955






O Jornal Folha da Manha

O desbaratamento da quadrilha deu-se muito graças ao bravo e corajoso trabalho do Jornal Folha da Manhã, que prestou esclarecimentos não somente aos japoneses incautos, como a toda sociedade, pressionando as autoridades por providencias.

A preocupação do jornal era que o Sakuragumi se tornasse violenta, e evoluísse para os moldes da Shindo Renmei, que efetuou dezenas de assassinatos e atendados. 

O alerta do jornal Folha da Manha, 08/12/1955


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Folha da Manhã publica foto do lider

A Folha da Manhã, edição de 21/10/1955 publicou essa foto, em que o lider da seita aparentemente está expondo seus planos aos membros da seita. 


Segue o texto da reportagem, com alguns retoques para melhor leitura.

Clique para melhor leitura


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Considerações finais (do autor deste site)


O movimento Sakuragumi Teishintai tem as mesmíssimas características da Guerra dos Canudos e a Guerra do Contestado.

Um grupo grande de pessoas, vitimadas por um mal ou circunstâncias comuns passam a ter uma vida atormentada pela pobreza extrema (foi o caso da Canudos e a Contestado), ou por um estado de grande decepção por não conseguir alcançar um objetivo.

O caso da Sakuragumi foi esse, a grande decepção dos japoneses envolvidos por não conseguir realizar seu grande sonho:  voltar ao Japão, mesmo que para se envolver em luta armada, para defender os ideais do país.

Nesse estado de emoção coletiva, surge exatamente o que eles tanto sonham: um grande líder que os conduzirá em direção ao porto seguro, ao grande objetivo desejado. O líder que vai elaborar o plano, tomar as providencias, falar com as pessoas certas e... arrecadar os fundos para execução do grande sonhado plano.

   A credibilidade cresce com o senso de segurança de grupo, como um cardume de peixes, "se 10 estão acreditando, então deve ser verdade", e assim a seita vai engrossando de adeptos. 

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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Sakuragumi teishin-tai - o desmantelamento da quadrilha

 

O desmantelamento da quadrilha

No dia 02/11/1954 um dos líderes da seita, Hinosuke Manone, se dirigiu à Prefeitura de Santo Andre., para comunicar o êxodo de 5.000 japoneses para a China, a fim de se juntar ao exército chines na luta contra Shiang Kai Chek, refugiado na ilha Formosa. Solicitou ajuda do governo para execução desse plano delirante.

O prefeito, desconfiado, denunciou o caso ao DOPS e o Serviço de Segurança do Estado.



Preso o grupo dos organizadores

Em 01/12/1954 o DOPS, temendo que o movimento causasse o renascimento da Shindo Renmei, após serviços de espionagem invadiu a sede da seita em uma residência em Santo Andre, e prendeu 16 japoneses, líderes e ativistas. Ali encontraram material de propaganda (folhetos, impressos, faixas, etc), mimeógrafo e muito dinheiro.

Junto com o material foi encontrado mapas do Paraná e São Paulo, com várias indicações de municípios onde a seita tinha adeptos.

Foram presos : Tsuneo Amano, Kuniti Okamoto, Tomizo Hiroshi, Yonosuke Toda, Minoru Kajita, Mitsuo Yoshitane, Kazumassa Watanabe, Tadashi Watanabe, Kuchiro Inoue, Donoske Marrone (?), Akio Takada, Iwago Watanabe, Yoshiro Ishi, Hatsuto Hayashida, Tsunao Amano, Yassuma Nakashima

Os presos em Santo André

Na delegacia de Santo Andre, sofreram humilhações e roubo do dinheiro e objetos de valor confiscados na sede pelo carcereiro. Porém não foram torturados nem sofreram qualquer tipo de agressão física.

As agitações dos sakuragumi em São Paulo

Mesmo com os líderes presos, o grupo do Sitio Guaraciaba passou a causar transtornos com passeatas na Praça da Sé, conclamando seus ideais. Passaram a se reunir, diariamente, também em frente ao Consulado do Japão e com faixas, gritos e megafone, exigiam pagamento das despesas de retorno ao Japão, para execução dos planos loucos.

Alguns escreveram cartas ao governador e a Cruz Vermelha solicitando apoio.

O consulado os deixou falando sozinho, não lhes deu a mínima atenção.

Diario da Noite, 17/03/1955

Com o aumento do descontentamento junto ao Consulado do Japão, em 16/03/1955 nove manifestantes invadiram as dependências da embaixada, e feriram alguns funcionários. Exigiam a deposição do consul. 

No episódio, foram presos Haruto Hayashida, Shigueo Nikaido, Takemi Yoshida, Toruchi Aono, Hinosuke Manome, Hichiro Ishi, Kansei Higa, Akio Amano e Tomizo Kuruta.

Os Sakuragumi em desfile militar na Praça da Sé

A realocação dos fanáticos do Sitio Guaraciaba

As condições em que se encontravam os japoneses no sítio Guaraciaba eram muito precárias e por isso, em 21/04/1955 as autoridades decidiram levá-los para um pavilhão na cidade de Santo André. Outro motivo da transferência foi o fato da policia ter, no pavilhão, melhores condições de vigiá-los. 

Alguns incidentes aconteceram na realocação, pois alguns japoneses ofereceram resistência.

Diario da Noite, 22/04/1955 - a transferência para a cidade

Mulher é colocada a força no caminhão

Eles não foram tratados como criminosos, e sim como vítimas do esquema criminoso.

A prefeitura providenciou lhes abrigo e comida. A eles foram oferecidos empregos em chácaras e fazendas, entretanto poucos aceitaram as ofertas.

Foram convidados a voltarem às suas cidades de origem, mas muitos se recusaram ou não tinham mais onde ficar, pois tinham vendido suas propriedades.

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Em 21/04/1955 dois monges budistas foram até ao pavilhão da prefeitura de Santo André, e tentaram convencer os japoneses a voltarem para casa. 

Folha da Manhã, 22/04/1955

No mesmo dia da transferência, dois sacerdotes budistas foram ao pavilhão a fim de convencê-los a voltarem para casa, porem não foram bem sucedidos na sugestão.

A transferência para a Hospedaria dos Imigrantes

Foram então levados à Hospedaria dos Imigrantes de São Paulo, um local mais apropriado para eles, pois o pavilhão de Santo André era um abrigo improvisado.

Confinados na Hospedaria, continuavam a crer nos ideais de retorno à Asia, onde fundariam um novo país, etc Queixaram-se pelo abandono da Embaixada do Japão em São Paulo, que sequer foram visitá-los.

Entretanto, os 9 participantes da invasão da embaixada continuaram presos em delegacia. Os líderes deflagaram uma greve de fome na Hospedaria dos Imigrantes,  para pressionar a Embaixada do Japão e a justiça a libertarem os 9. Entretanto um dos líderes (Yoshitani) não estava aprisionado e foi flagrado em um restaurante, logo após a sugestão da greve de fome.

O lider da "seita" furou a grave que ele mesmo comandou


A visita à Assembleia Legislativa de São Paulo

Alguns ativistas foram recebidos na A.L. de São Paulo, onde ameaçaram deflagar "uma terceira guerra mundial".


A Tribuna de Sp, 10/08/1955

A visita do chefe ao consulado


Sem saber o que fazer com os japoneses agora sem teto e hospedados na Hospedaria, os chefes da seita, Yoshitani, Fukazawa e Amano, foram até ao consulado a fim de tentar empurrar o pepino para o embaixador. Este, percebendo o embuste, não os recebeu. 


O fim da seita Sakuragumi teishin tai

O Governo do Estado de São Paulo, felizmente, conseguiu empregar vários japoneses, em chácaras e sítios nas proximidades de São Paulo, esvaziando lentamente a Hospedaria. 

Com o esvaziamento da Hospedaria e os esclarecimentos dos jornais e opinião publica, o Sakuragumi finalmente se extinguiu.

Os dirigentes da Hospedaria elogiaram os fanáticos pelo bom comportamento na estadia.

A expulsão dos 9 japoneses

Pacificada a situação, com já todos dispersos e com a dissolução da seita, o Presidente de República decidiu, em 23/02/1956 expulsar os 9 japoneses que invadiram a Embaixada do Japão em 16/03/1955. Entretanto, os 9 foram soltos em 15/12/1955, após cumprirem 9 meses de prisão, e estavam em destinos incertos. A Policia passou a procurá-los.

Folha da Manhã - 17/12/1955

Apesar das penas de expulsões do país, nenhum japonês foi deportado. É o que diz a reportagem da Folha, abaixo. Permaneceram então todos impunes.



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Sakuragumi teishin-tai - indice

👉 01 Sakuragumi teishin-tai o que era

👉 02 Sakuragumi teishin-tai - a ação em Marilia (Sp)

👉 03 Sakuragumi teishin-tai - o desmantelamento da quadrilha

👉 04 Sakuragumi teishin-tai - a greve de fome

👉 05 Sakuragumi teishin-tai - diversos assuntos

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Sakuragumi-teishin-tai

 

Sakuragumi Teishintai – o que era

Sakuragumi Teishintai (“Pelotão de Voluntários das Cerejeiras”), foi uma organização criminosa, nos mesmos moldes do Shindo Renmei, cujo intuito era arrecadar dinheiro junto a colônia. Tinha aspecto de seita, de movimento ultranacionalista e paramilitar. Era sustentada pelo fanatismo e ingenuidade de seus seguidores, que contribuíam em dinheiro para a seita.

Não há um número exato de seguidores dessa seita (vamos chamar assim...), porém alguns líderes falaram em 800 a 1000 imigrantes. Não teve a mesma extensão da Shindo Renmei, porem estava a caminho de ter. 

A história dessa "seita" é uma lição de como as pessoas podem ser ingênuas a ponto de acreditar em ideias delirantes. E também de como a idolatria e a obediência cega é perigosa.  Nos demonstra que a maldade humana não tem limites. 

Uma ótima história para um seriado de Tv.

A finalidade criminosa dos lideres

Era um esquema em que havia os chefes, os manipuladores que embolsavam parte do dinheiro, e os “inocentes úteis”, que trabalhavam de graça, defendendo fervorosamente os ideais da seita, fazendo divulgação, arrecadação, etc., pensando estarem colaborando para um grandioso e sincero ideal.

A origem do Sakuragumi Teishintai

(baseado em Diário da Noite, edição de 03/12/1954)

O grupo criminoso surgiu em março de 1953, em Londrina (PR), idealizado por Koki Ando e Issamu Iwai. Os dois viajavam pelo interior do Paraná e São Paulo, e se apresentavam como representantes do Imperador Japonês. Diziam ter ordem de reunir japoneses do Brasil para voltarem ao Japão, a fim de auxiliarem na reconstrução do país, devastado pela guerra.

A eles se juntaram em Santo André (Sp) Mitsuo Yoshitani, Tsuneo Amano e Haruto Hayashida, e passaram a explorar outros temas (além da volta ao Japão)  para extorquir dinheiro dos imigrantes incautos.

Para entrar no grupo da volta ao Japão, o interessado deveria entregar ao Sakuragami valores que seriam usados nas despesas da viagem. Este valor variava de acordo com as posses do incauto.  Sugeriam até mesmo a venda das propriedades.

Os japoneses que caíram no golpe, venderam suas casas e não tinham mais onde morar, foram alojados em uma numa chácara em Santo Andre, chamada Sitio Guaraciaba. Ali deveriam ficar à espera do navio, vindo do Japão para repatriá-los.

Segundo o jornal Diario da Noite (edição 03/12/1954), 100 famílias japonesas de fato venderam suas propriedades, entregaram o dinheiro e estariam vivendo em situação precária no Sitio Guaraciaba.

Diario da Noite, 03 de dezembro de 1954

Os falsos princípios da seita Sakuragumi

Além de enganar famílias com a promessa de volta ao Japão, a seita pregada princípios nacionalistas japoneses, de patriotismo extremado. Não explorava o tema “o Japão ganhou a Segunda Guerra Mundial”, “a guerra continua”, pois este assunto já era esclarecido junto a colonia.

As propostas da Sakuragumi Teishintai eram absurdas e sem nexo, até mesmo cômicas, algumas delas:

1) 1) Combater a propagação do comunismo no Brasil;

2) 2) Conclamava os adeptos a formarem um exército para ir até a China comunista e se apresentar como voluntários para expulsar o “imperialista americano” e Chiang Kai-shek da ilha de Formosa; ou seja, contrariando a si mesmo ao apoiar um país comunista

3) 3) Da mesma forma, apresentar-se como voluntário no exército americano na Coreia do Sul, para defender o Paralelo 38 contra a invasão dos comunistas; a incoerência nessa proposta também está no fato dela apoiar os americanos, que eles condenam na proposta (2).

4) 4) Conquistar um território qualquer na Ásia e fundar um novo país ;

5) 5) Contar, através da Embaixada do Japão em São Paulo, com o apoio do governo japonês.

A seita solicitava contribuições para apoiar as causas e segredo da existência, para não chamar a atenção das autoridades policiais. Entretanto, se é difícil para uma pessoa guardar segredo, foi impossível para centenas de adeptos.

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Para saber mais sobre o assunto, clique no link abaixo

 👉 Imigração Japonesa ao Brasil: Sakuragumi teishin-tai - indice

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A reportagem do Diario da Noite

A titulo de curiosidade, segue a reportagem que serviu de base para esse post.

O Diario da Noite, 03/12/1954


















~~~~~~ F I M ~~~~~~

sábado, 12 de setembro de 2026

Salvo-conduto e declaração de residencia

 O salvo-conduto na Segunda Guerra Mundial

O salvo-conduto era um documento emitido por órgãos do governo ou município, autorizando o imigrante japonês, alemão e italiano a viajar de uma cidade à outra. O viajante que fosse pego sem o salvo conduto era preso. Ele passou a ser exigido em 1939, com início da Segunda Guerra Mundial.

Os salvo-condutos eram licenças para uma viagem específica. Entretanto, havia também os válidos para qualquer viagem, por prazo determinado, em geral 6 a 1 ano. Ele era destinado aos que viajavam profissionalmente.

Os salvo-condutos não serviam para viagens aéreas, para isso o viajante precisava de uma autorização especial junto ao órgão indicado pelo governo.

Salvo-conduto emitido pelo DOPS

O salvo conduto foi imposto para vigiar a movimentação dos imigrantes, tratados de suspeitas de serem quinta-colunistas.

Constituiu uma burocracia inútil, e só serviu para azucrinar a vida dos imigrantes. Também não atrapalhou muito, pois naqueles tempos, para o imigrante, viajar era uma ocorrência muito rara, não dispunham de dinheiro para esse tipo de luxo.

Folha da Manhã 10/02/1942


Folha da Manhã 10-02-1942



Folha da Manhã 10/04/1942


Folha da Manhã 10/04/1942






Salvo-conduto emitido em Caxias (Rs), 1944

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A declaração de residência – o que era

Junto com o salvo conduto, veio a exigência da declaração de residência. Se um imigrante chegasse a uma cidade sem o salvo conduto, e fosse inquirido pela polícia, ele poderia simplesmente mentir, alegar que morava na cidade. Por isso, o imigrante deveria provar que morava naquela cidade, mostrando a declaração de residência. Ela podia ser feita nas delegacias de polícias, ou outro órgão indicado pelo Governo Federal.

 


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