👉 01 - Quem eram os koutakussei ?
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| Koutakussei treinando capina |
Curiosidades da história da imigração japonêsa no Brasil.
👉 01 - Quem eram os koutakussei ?
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| Koutakussei treinando capina |
Os jovens formados pela escola de
colonização Koto Takushoku Gakko foram batizados de “ koutakussei”. Essa escola
foi fundada com o objetivo de formar jovens imigrantes dispostos a fazer parte
de um projeto de colonização no Amazonas. O curso durava um ano, e entre outras coisas, ensinava lingua portuguesa, técnicas agrícolas, geografia do Brasil.
Eles diferiam dos demais
imigrantes da época por terem preparo técnico prévio, a intenção voluntária
(não forçada pela pobreza) de se emigrar a Amazonia com o compromisso de se
estabelecerem definitivamente no Brasil. Aliado a isso, vieram dentro de um
plano pré-concebido, fazendo parte de um investimento agrícola-fundiário, e
chegaram ao Brasil com uma estrutura já formalizada para os receberem.
Outra diferença era que ao contrário
dos demais imigrantes da época, a maioria dos koutakussei eram jovens de classe
média. Portanto, trocaram uma vida confortável e com certo sucesso no futuro no
Japão pela opção de vir ao Brasil.
O projeto trouxe ao Brasil 541
imigrantes, destes 248 eram koutakussei, 240 agregados (esposas, etc) e os
demais eram funcionários da empresa colonizadora ou técnicos.
Os koutakussei não entendiam o
porquê dos brasileiros não terem disposição nem vontade de explorar tanta terra
disponível.
Vieram sete levas (“turmas”) de koutakussei
ao Brasil
1ª. turma – 42 koutakussei – 1931
2ª. turma – 52 koutakussei – 1932
3ª. turma – 70 koutakussei – 1933
4ª. turma – 49 koutakussei - 1934
5ª. turma – 14 koutakussei – 1935
6ª. turma – 13 koutakussei - 1936
7ª. turma – 5 koutakussei
– 1937
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| A primeira turma koutakussei |
Praticamente todos vieram
solteiros, e se casaram mais tarde por omiai, com noivas vindas do
Japão. Essas esposas sofreram dobrado, pois imaginavam encontrar condições
melhores de vida.
Os casais koutakussei tiveram
muitos filhos, de 6 a 10, e muitos deles ficaram órfãos de pai, de mãe ou de
ambos, muito precocemente. Os órfãos eram distribuídos entre orfanatos e
famílias da colônia.
Por quê decidiram emigrar ?
Por que um jovem de classe média, com bom nível escolar, vivendo muito bem em Tóquio, se mudaria para o interior de uma floresta desbravada, no
outro lado do mundo?
A resposta me parece ser única: tomaram a decisão por arroubo, entusiasmo de juventude; por desejo de realizar um projeto sério, de
realizar um sonho.
Acima de tudo, provar que era uma
pessoa ousada, capaz e ferrenha em seus propósitos, de ser dono do próprio
nariz; coisas típicas da juventude japonesa da época.
O koutakussei desejava dar um
significado maior ao seu futuro, ser proprietário de uma propriedade idílica,
cheia de arvores frutíferas, lago, plantações; vieram para fazer alguma coisa
grandiosa na vida.
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Em 1912 os imigrantes japoneses
passaram a residir na rua Conde de Sarzedas, uma ladeira íngreme, em cuja parte
baixa havia um riacho e uma área de mangue.
Quase todas as casas dessa rua tinham
porão, e os aluguéis dos quartos nos porões eram muito baratos. Evidente,
não eram nada confortáveis, os porões eram mal iluminados e mal ventilados.
Para aqueles imigrantes, aquele
cantinho ignorado da cidade de São Paulo significava esperança por dias melhores. Por
ser um bairro central, de lá poderiam se locomover facilmente para os locais, onde poderiam trabalhar.
Aos poucos começaram a surgir as
atividades comerciais voltadas ao imigrante japonês: empório, uma casa que
fabricava tofu, outra que fabricava manju, agencia de empregos, tornando a
Conde de Sarzedas “a rua da japonesada”.
Já em 1915 foi fundada a Taisho
Shogakko (Escola Primária Taisho), chegando a ter aproximadamente 300 alunos.
Os japoneses começam a se aglomerar na Liberdade
Em 1932 eram cerca de 2 mil os
japoneses em São Paulo, vindos do Japão ou de fazendas, de onde fugiram ou não
renovaram contrato com os fazendeiros. Os semelhantes se atraem, e eles se estabeleceram na Liberdade, atraídos
pela turma da Conde de Sarzeda.
Naquele ano, cerca de 600
japoneses moravam na rua Conde de Sarzedas. Outros se espalhavam nas ruas Irmã
Simpliciana, Tabatinguera, Conde do Pinhal, Conselheiro Furtado, Tomás de Lima
(Hoje Mituto Mizumoto) e Rua dos Estudantes.
Funcionava na região um micro
sistema econômico, com os estabelecimentos comerciais de propriedade de
japoneses, que atendiam principalmente a “colônia” ali estabelecida.
A vida não era fácil para nenhum
imigrante que viviam em São Paulo, mas havia trabalho, comida e moradia. Nos
anos 20 e 30, eles já estavam integrados à vida da cidade, alguns trabalhando
em bancos, em construção civil, etc.. Havia treinos de beisebol nos fins de
semana, as crianças podiam estudar em nihon-gakko. Podia-se saborear comida
japonesa nos pequenos restaurantes da Liberdade, e ler publicações em japonês.
A vida, apesar de difícil, transcorria tranquila e estável.
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| Bairro Liberdade (parcial) |
Em julho de 1941, o governo Vargas
ordenou a suspensão da publicação dos jornais em língua estrangeira em todo
Brasil. Era o início do nacionalismo.
Com o estouro da guerra no
Pacífico, em 1942, o governo de Getúlio Vargas rompeu relações diplomáticas com
o Japão, fechando o Consulado Geral do Japão em São Paulo, iniciando um período
de perseguição aos imigrantes do “eixo”.
Pouco tempo depois, em 06/09/1942, moradores japoneses das ruas Ladeira Conde de Sarzedas, Conselheiro Furtado, Tabatinguera e rua dos Estudantes, foram surpreendidos pelos agentes da DOPS, com a ordem de desocupar a área em um prazo de 12 horas.
Cerca de 400 famílias japonesas viviam na região da
Liberdade, algumas há mais de 30 anos. A maior concentração de japoneses era na
Conde de Sarzedas. Tiveram que sair às pressas, procurando abrigo em casa de parentes e amigos.
No inicio de março de 1943 um grupo de 4 brasileiros
inspecionaram casa a casa na Sarzedas em busca de japoneses que haviam
desobedecido a ordem de retirada. Segundo relatos, os 4 poderiam ser falsos
agentes do governo, e fizeram rapa nas casas, levando objetos de valor. Episódios
semelhantes devem ter acontecido repetidas vezes.
Essa expulsão integrou
uma série de medidas de perseguição e dispersão forçada contra a comunidade japonesa
durante o governo de Getúlio Vargas no contexto da Segunda Guerra Mundial.
Este triste e injusto episódio tem pouquíssimos registros, com
a imprensa calando-se completamente, provavelmente por medo de represálias.
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O Jornal o Globo, de 19/09/1953 noticiou que a Sakuragumi
estava agindo na região de Marilia-Sp. Teriam
influenciado 2.500 japoneses na região, e deles exigiam uma contribuição. Segundo
o jornal, os imigrantes já estavam de
malas prontas para voltar ao Japão, a fim de juntar-se a um “exercito da ONU”,
numa luta na Coreia. A reportagem não especifica os motivos desta tal luta.
Outros jornais afirmam que seria “lutar contra o imperialismo
americano que ocupou a Coreia”, ou “lutar contra os comunistas que estão
ocupando a Coreia”. Enfim, qualquer história fantasiosa servia para enganar os
imigrantes.
Chamou muita atenção da imprensa
a greve de fome praticada pelos seis presos na Penitenciaria de São Paulo. Eram
os acusados da invasão do Consulado Japones.
No dia 02/08/1955 o jornal O
Globo noticiou a greve, em protesto contra o aprisionamento.
Alguns membros da Sakuragumi, em 09/08/1955 foram à Assembléia Legislativa e exigiram a soltura dos presos. Ameaçaram a iniciar também greve de fome, em suas casas, para solidarizarem se com os presos.
Os deputados tentaram demovê-los da ideia de greve de fome. Temendo a prática do harakiri, foram orientados de que era crime o incentivo ao suicídio.
Numa demonstração de
delírio, desejavam com a greve de fome, além de apoiar os presos, chamar a
atenção da ONU, a qual listaram oito exigências em prol a paz mundial. Segundo O Globo, a greve foi incentivada pelo
pastor budista Yoshimitsu Yoshitani.
Tanto os jornais quanto aos
políticos, foram bastante compreensivos e condescendentes com os presos e
demais japoneses envolvidos na Sakuragumi Teishin-tai.
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Sakuragumi Teishin-tai - a violencia policial
Conta o jornal Folha da Manhã que uma força policial foi até ao Sitio Guaraciaba para retirar dali os japoneses. Levaram os até a Delegacia de Policia de Santo Andre, antes de alojá-los num pavilhão.
Apareceu na delegacia um japonês, vindo de São Paulo, com um veículo. Ele foi lá buscar a irmã e 5 filhos dela. Entretanto, a mulher era esposa de um dos 9 presos no episódio da invasão da embaixada e por isso julgou que deveria permanecer no seio da seita, em solidariedade ao marido preso.
Os policiais tiveram que usar a força para embarcar ela no veículo do irmão. Estava ali um reporter da Folha da Manhã, que fez uma reportagem indignada.
Apesar dos exageros do reporter, a polícia as vezes precisa agir com certo rigor. Alias, é por isso que ela é chamada, quando a situação não se resolve, a policia é chamada para intimidar, e se for necessário, usar a força.
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| Folha da Manhã, 22-04-1955 |
O enviado especial à delegacia
Em 22/05/1955 compareceu na redação do Jornal
Folha da Tarde, Sadakazu Fukazawa. Ele foi a mando do trio, que preferiam não
se expor ao público. Seguindo instruções dos chefes, amistosamente solicitou a
devolução do dinheiro confiscado da Saguragumi, e protestou contra a série de
reportagens que o jornal vinha publicando contra os líderes da seita,
Yoshitani, Amano e Ando.
Um repórter tentou convencê-lo de que tudo não se tratava de um esquema criminoso, porém Sadakazu se negou a acreditar. Diante da insistência do repórter, ficou inseguro e afirmou que “se o diplomata do consulado confirmar suas palavras, eu acreditarei”.
Este episódio demonstra uma fortíssima característica
dos imigrantes japoneses da época: eles obedeciam e acreditavam cegamente num “shiyatyou-san”
(chefe, comandante). Tinham senso de disciplina, e acreditavam ser parte de uma
hierarquia, onde a obediência deveria ser mantida. Para o imigrante, em
qualquer estrutura, social, religiosa, profissional, etc, era indispensável a existência
de um shiyatyou. Para Sadakazu, o consul, dentro dessa hierarquia, o diplomata seria
superior aos chefes da quadrilha.
Por essa característica, a rendição do Japão teve credibilidade unânime (no Japão) diante das declarações do líder máximo, o imperador.
| Sadakazu Fukasawa na Folha da Manhã |
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Considerações finais (do autor deste site)
O movimento Sakuragumi Teishintai
tem as mesmíssimas características da Guerra dos Canudos e a Guerra do
Contestado.
Um grupo grande de pessoas,
vitimadas por um mal ou circunstâncias comuns passam a ter uma vida atormentada
pela pobreza extrema (foi o caso da Canudos e a Contestado), ou por um estado
de grande decepção por não conseguir alcançar um objetivo.
O caso da Sakuragumi foi esse, a grande
decepção dos japoneses envolvidos por não conseguir realizar seu grande sonho: voltar ao Japão, mesmo que para se envolver em
luta armada, para defender os ideais do país.
Nesse estado de emoção coletiva, surge exatamente o que eles tanto sonham: um grande líder que os conduzirá em direção ao porto seguro, ao grande objetivo desejado. O líder que vai elaborar o plano, tomar as providencias, falar com as pessoas certas e... arrecadar os fundos para execução do grande sonhado plano.
A credibilidade cresce com o senso de segurança de grupo, como um cardume de peixes, "se 10 estão acreditando, então deve ser verdade", e assim a seita vai engrossando de adeptos.
O desmantelamento da quadrilha
No dia 02/11/1954 um dos líderes
da seita, Hinosuke Manone, se dirigiu à Prefeitura de Santo Andre., para
comunicar o êxodo de 5.000 japoneses para a China, a fim de se juntar ao
exército chines na luta contra Shiang Kai Chek, refugiado na ilha Formosa. Solicitou
ajuda do governo para execução desse plano delirante.
O prefeito, desconfiado, denunciou
o caso ao DOPS e o Serviço de Segurança do Estado.
Preso o grupo dos organizadores
Em 01/12/1954 o DOPS, temendo que
o movimento causasse o renascimento da Shindo Renmei, após serviços de espionagem
invadiu a sede da seita em uma residência em Santo Andre, e prendeu 16
japoneses, líderes e ativistas. Ali encontraram material de propaganda
(folhetos, impressos, faixas, etc), mimeógrafo e muito dinheiro.
Junto com o material foi
encontrado mapas do Paraná e São Paulo, com várias indicações de municípios onde
a seita tinha adeptos.
Foram presos : Tsuneo Amano, Kuniti
Okamoto, Tomizo Hiroshi, Yonosuke Toda, Minoru Kajita, Mitsuo Yoshitane,
Kazumassa Watanabe, Tadashi Watanabe, Kuchiro Inoue, Donoske Marrone (?), Akio
Takada, Iwago Watanabe, Yoshiro Ishi, Hatsuto Hayashida, Tsunao Amano, Yassuma
Nakashima
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| Os presos em Santo André |
Na delegacia de Santo Andre, sofreram humilhações e roubo do dinheiro e objetos de valor confiscados na sede pelo carcereiro. Porém não foram torturados nem sofreram qualquer tipo de agressão física.
Mesmo com os líderes presos, o
grupo do Sitio Guaraciaba passou a causar transtornos com passeatas na Praça da
Sé, conclamando seus ideais. Passaram a se reunir, diariamente, também em frente
ao Consulado do Japão e com faixas, gritos e megafone, exigiam pagamento das
despesas de retorno ao Japão, para execução dos planos loucos.
Alguns escreveram cartas ao
governador e a Cruz Vermelha solicitando apoio.
O consulado os deixou falando
sozinho, não lhes deu a mínima atenção.
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| Diario da Noite, 17/03/1955 |
Com o aumento do descontentamento junto ao Consulado do Japão, em 16/03/1955 nove manifestantes invadiram as dependências da embaixada, e feriram alguns funcionários. Exigiam a deposição do consul.
No episódio, foram
presos Haruto Hayashida, Shigueo Nikaido, Takemi Yoshida, Toruchi Aono,
Hinosuke Manome, Hichiro Ishi, Kansei Higa, Akio Amano e Tomizo Kuruta.
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| Os Sakuragumi em desfile militar na Praça da Sé |
A realocação dos fanáticos do
Sitio Guaraciaba
As condições em que se encontravam os japoneses no sítio Guaraciaba eram muito precárias e por isso, em 21/04/1955 as autoridades decidiram levá-los para um pavilhão na cidade de Santo André. Outro motivo da transferência foi o fato da policia ter, no pavilhão, melhores condições de vigiá-los.
Alguns incidentes aconteceram na realocação, pois alguns japoneses ofereceram resistência.
| Diario da Noite, 22/04/1955 - a transferência para a cidade |
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| Mulher é colocada a força no caminhão |
Eles não foram tratados como criminosos, e sim como vítimas do esquema criminoso.
A prefeitura providenciou lhes
abrigo e comida. A eles foram oferecidos empregos em chácaras e fazendas, entretanto
poucos aceitaram as ofertas.
Foram convidados a voltarem às
suas cidades de origem, mas muitos se recusaram ou não tinham mais onde ficar,
pois tinham vendido suas propriedades.
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Em 21/04/1955 dois monges budistas foram até ao pavilhão da prefeitura de Santo André, e tentaram convencer os japoneses a voltarem para casa.
| Folha da Manhã, 22/04/1955 |
A transferência para a Hospedaria dos Imigrantes
Foram então levados à
Hospedaria dos Imigrantes de São Paulo, um local mais apropriado para eles, pois o pavilhão de Santo André era um abrigo improvisado.
Confinados na Hospedaria, continuavam
a crer nos ideais de retorno à Asia, onde fundariam um novo país, etc Queixaram-se
pelo abandono da Embaixada do Japão em São Paulo, que sequer foram visitá-los.
Entretanto, os 9 participantes
da invasão da embaixada continuaram presos em delegacia. Os líderes deflagaram uma greve de fome na Hospedaria dos Imigrantes, para pressionar a Embaixada do Japão e a justiça a libertarem os 9. Entretanto um
dos líderes (Yoshitani) não estava aprisionado e foi flagrado em um restaurante,
logo após a sugestão da greve de fome.
| O lider da "seita" furou a grave que ele mesmo comandou |
A visita à Assembleia Legislativa de São Paulo
Alguns ativistas foram recebidos na A.L. de São Paulo, onde ameaçaram deflagar "uma terceira guerra mundial".
O Governo do Estado de São Paulo, felizmente, conseguiu empregar vários japoneses, em chácaras e sítios nas proximidades de São Paulo, esvaziando lentamente a Hospedaria.
Com o esvaziamento da Hospedaria e os esclarecimentos dos jornais e opinião publica, o Sakuragumi finalmente se extinguiu.
Os dirigentes da Hospedaria
elogiaram os fanáticos pelo bom comportamento na estadia.
A expulsão dos 9 japoneses
Pacificada a situação, com já
todos dispersos e com a dissolução da seita, o Presidente de República decidiu,
em 23/02/1956 expulsar os 9 japoneses que invadiram a Embaixada do Japão em
16/03/1955. Entretanto, os 9 foram soltos em 15/12/1955, após cumprirem 9 meses
de prisão, e estavam em destinos incertos. A Policia passou a procurá-los.
| Folha da Manhã - 17/12/1955 |
Apesar das penas de expulsões do país, nenhum japonês foi deportado. É o que diz a reportagem da Folha, abaixo. Permaneceram então todos impunes.