Vila Cotia, Cooperativa Agricola de Cotia e os “Cotia seinen”
Em 1913, alguns imigrantes que
deixaram a Fazenda Guatapará juntaram-se a um grupo de jovens solteiros, a
maioria carpinteiros, que viviam na cidade de São Paulo e arrendaram terras num
local chamado Moinho Velho, que pertenciam a uma igreja nos arredores do
município paulista.
Ali eles se dedicaram à agricultura e, tempos mais tarde, formou-se um núcleo de colonização japonês chamado de Vila Cotia.
Durante muito tempo, devido à
falta de recursos, as terras do Moinho Velho foram exploradas de maneira
primitiva, sem que fossem aradas após as queimadas e sem o uso de fertilizantes.
Somente dez anos depois começaram a produzir em boa escala e produtividade, grandes
volumes de batata passaram a ser destinados aos mercados da capital, fazendo da
Vila Cotia um grande sucesso econômico.
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| Plantadores de batatas em Vila Cotia |
Também neste núcleo de
colonização, não tendo uma estrutura de apoio para armazenamento e melhor
comercialização da batata, foi criada em 1927 uma cooperativa agrícola, que
mais tarde se tornaria a Cooperativa Agrícola de Cotia, que se desenvolveu a
ponto de tornar-se na maior cooperativa agrícola da América do Sul.
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| CAC - Cooperativa Agricola Cotia - decada de 20 |
A Colonia Vila Cotia é hoje a
Granja Viana, no município de Cotia, um bairro populoso, de alto padrão.
O movimento “Cotia Seinen”
Entre os anos de 1955 e 1968, a
Cooperativa Agricola de Cotia promoveu um movimento batizado pela comunidade
nipo-brasileira como “Cotia Seinen” (“Jovens da Cotia”).
Tratava-se de um processo de
recrutamento, no Japão, de jovens entre 18 e 25 anos, solteiros para migrarem
ao Brasil e trabalharem na agricultura. Essa parceria foi estabelecida entre coopertivas
agrícolas do Japão e a Cooperativa Agrícola de Cotia, em São Paulo.
Por essa via vieram mais de 2 mil
jovens japoneses para a terra brasileira. O Cotia ainda promoveu outro
movimento de imigração, desta vez, de mulheres japonesas para se casarem e
estabelecerem uma família no Brasil, as chamadas de “Hanayome Imin” (“Noivas
Imigrantes”).


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