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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Colonia Vila Cotia - Cooperativa Agricola Cotia -Seinen Cotia

 

Vila Cotia, Cooperativa Agricola de Cotia e os “Cotia seinen”

Em 1913, alguns imigrantes que deixaram a Fazenda Guatapará juntaram-se a um grupo de jovens solteiros, a maioria carpinteiros, que viviam na cidade de São Paulo e arrendaram terras num local chamado Moinho Velho, que pertenciam a uma igreja nos arredores do município paulista.

Ali eles se dedicaram à agricultura e, tempos mais tarde, formou-se um núcleo de colonização japonês chamado de Vila Cotia.

Durante muito tempo, devido à falta de recursos, as terras do Moinho Velho foram exploradas de maneira primitiva, sem que fossem aradas após as queimadas e sem o uso de fertilizantes. Somente dez anos depois começaram a produzir em boa escala e produtividade, grandes volumes de batata passaram a ser destinados aos mercados da capital, fazendo da Vila Cotia um grande sucesso econômico.

Plantadores de batatas em Vila Cotia


Também neste núcleo de colonização, não tendo uma estrutura de apoio para armazenamento e melhor comercialização da batata, foi criada em 1927 uma cooperativa agrícola, que mais tarde se tornaria a Cooperativa Agrícola de Cotia, que se desenvolveu a ponto de tornar-se na maior cooperativa agrícola da América do Sul.

CAC - Cooperativa Agricola Cotia - decada de 20


A Colonia Vila Cotia é hoje a Granja Viana, no município de Cotia, um bairro populoso, de alto padrão.

O movimento “Cotia Seinen”

Entre os anos de 1955 e 1968, a Cooperativa Agricola de Cotia promoveu um  movimento batizado pela comunidade nipo-brasileira como “Cotia Seinen” (“Jovens da Cotia”).

Tratava-se de um processo de recrutamento, no Japão, de jovens entre 18 e 25 anos, solteiros para migrarem ao Brasil e trabalharem na agricultura. Essa parceria foi estabelecida entre coopertivas agrícolas do Japão e a Cooperativa Agrícola de Cotia, em São Paulo.

Por essa via vieram mais de 2 mil jovens japoneses para a terra brasileira. O Cotia ainda promoveu outro movimento de imigração, desta vez, de mulheres japonesas para se casarem e estabelecerem uma família no Brasil, as chamadas de “Hanayome Imin” (“Noivas Imigrantes”).


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