A colônia Gleba Rio Ferro de Dourados Ms
Posteriormente à inauguração
da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, de Bauru (Sp) a Porto Esperança (Ms), um ramal foi construído, ligando Campo Grande até
Ponta Porã, ao sul do Ms, passando por Dourados. A estação ferroviária de
Dourados (Estação Ministro Pestana) foi inaugurada em 1949.
Esse ramal permitiu a instalação da Gleba Rio Ferro, projeto de um grande empreendedor, Yasutaro Matsubara.
![]() |
| Estrada de Ferro Noroeste do Brasil |
Yassutaro Matsubara e a Colonizadora Rio Ferro
(Fonte: Carlos Tomonaga, em
Facebook; e outros)
No dia 01 julho 1952 Yassutaro
Matsubara, residente em Marilia (SP), recebeu autorização do presidente da
República Getúlio Vargas para introduzir 4 mil famílias japonesas para uma nova
colônia em Dourados Ms. Alem da autorização, recebeu um gigantesco lote de 300
mil hectares, batizada de Gleba Rio Ferro. Ele mesmo coordena a vinda, do Japão, das primeiras famílias para
a gleba que chegam no dia 07/07/1953.
Yassutaro Masubara fundou
então uma empresa, a Colonizadora Rio Ferro para coordenar a colonização.
Os imigrantes trazidos por Yassutaro
Matsubara alcançaram a marca de 202 famílias (1.073 pessoas) e 158 imigrantes
solteiros (totalizando 1.231 imigrantes), entre os anos de 1953 a 1961. Estes
foram se estabeleceram no noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e na Gleba Rio
Ferro.
Observem que o perfil dessa leva de imigrantes foi bem diferente das primeiras. Os primeiros imigrantes foram trabalhar como empregados de fazendas, passando por grandes dificuldades. Os imigrantes de Yassutaro vieram com maior apoio, na qualidade de adquirentes de terras, com apoio e financiamento, etc. e com a proposta de se fixarem no Brasil definitivamente.
Com a morte de Getúlio Vargas (1954), a Colonizadora Rio Ferro perdeu seu maior apoiador; e por ser amigo intimo de Getúlio e também por intrigas políticas, foi alvo de ataques da imprensa, que insinuava (de forma caluniosa) estar ele envolvido em um esquema que desviou recursos da campanha Vargas.
Ressentido, Yassutaro Matsubara
transfere a empresa para o filho e retorna em 1955 para o Japão, onde permaneceu
até morrer.
![]() |
| Yassutaro Matsubara e Getulio Vargas |
Getúlio Vargas, como já sabemos, no período da Segunda Guerra Mundial era ferrenho anti nipônico. Entretanto, mantinha fortes laços com Matsubara, seu contribuinte e cabo eleitoral importante, tendo o apoiado mesmo durante a Segunda Guerra.
A Comissão Especial de Imigração e o governador de Mt
Interessado em promover a vinda de imigrantes ao Brasil, Getúlio Vargas (que na segunda guerra, para puxar saco dos americanos perseguiu imigrantes), formou a Comissão Especial de Imigração, para tratar do assunto.
Esta comissão procurou o governador do estado do Mato Grosso (naquela época, Mt e Ms eram um só estado), que a recebeu com muito entusiasmo.
A reportagem da Folha da Manhã, de 12 de novembro de 1951
Através dessa reportagem, foi possível levantar os seguintes fatos: o governo Vargas formou a Comissão Especial de Imigração, que tinha a missão de procurar e determinar locais para formação de colônias agrícolas de imigrantes.
Esta comissão, federal, procurou
o governador do estado do Mato Grosso, Fernando Correia Costa. Esse se dispôs a
doar uma gigantesca área 300.000 alqueires na região de Dourados, para projetos
de colonização. Entusiasmado, prometeu ainda dar apoio aos futuros imigrantes.
Nesta visita ao governador, estava junto com a comissão Yassutaro Matsubara.
Naquela época já existia uma
colônia bem-sucedida em Dourados, a Colônia Agrícola Nacional de Dourados,
constituída em 1943..
Num rompante de entusiasmo, a
Comissão Especial de Imigração anunciou um plano tão mirabolante quanto
impossível: trazer do Japão nada menos
que 100 mil imigrantes, instalá-los nas terras cedidas pelo governador, isso em
um prazo de apenas 6 meses.
![]() |
| Folha da Manhã, 12 de setembro de 1951 |
![]() |
| Yassutaro Matsubara |

-Getulio-Vargas-Dourados-Ms-c.1953.jpg)








Nenhum comentário:
Postar um comentário