Cap. 08 - A informação e comunicação a bordo
As cartas ao Japão
O emigrante
poderia escrever uma carta a alguém do Japão, que era postada nos portos de
parada (Hong Kong, Cingapura, Cidade do Cabo, etc). Um supervisor recolhia as cartas e a tarifa postal e cabia a ele a tarefa de postar a carta nas agencias de correios.
Os comunicados mimeografados
Os navios
tinham mimeógrafo, aparelho importantíssimo, que fazia as vezes de Whatsapp.
Trata-se de uma pequena impressora, inventada por Thomas Alva Edison, que faz reproduções de páginas (cópias, como
se fosse uma maquina Xerox).
Com ele, eram impressos os comunicados aos emigrantes, tais como as datas e horários dos eventos, a descrição do evento, solicitação de melhor asseio nos banheiros, nomeações de pessoas para cargos, proibições de desembarque nos portos de escala, instruções sobre o desembarque em Santos, etc.
O anúncio romântico
Muito provável que esses comunicados, por encomenda de rapazes solteiros, publicavam a seguinte frase :,
"Atenção senhorita Fulana de Tal. Tem um rapaz interessada em você."
Isso era bem típico nesses tipos de comunicados.
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| Mimeógrafo antigo, da época das imigrações |
Notícias do
Brasil e Japão
Os emigrantes
não tinham nenhuma noção do Brasil, que era uma incógnita. Por isso perguntavam
sobre o país a alguns supervisores que já tinham viajado ao Brasil. Entretanto,
eles respondiam que só conheciam o porto de Santos.
Se um
emigrante a bordo já estivesse no Brasil e estaria retornando, era alvo de
constante perguntas. Ele consistia em um problema enorme para a companhia de
emigração, pois sabia das duras condições que os emigrantes iriam enfrentar. Por
isso, eram orientados a não se manifestarem a respeito, ou se manifestarem
favoravelmente sobre o Brasil.
A angústia
de não conhecer o destino final
Os emigrantes
que já tinham parentes ou amigos no Brasil desejavam se juntar a eles, e
perguntavam aos supervisores se era possível eles interferirem nesse sentido,
solicitarem o envio deles para as fazendas desses parentes e amigos.
Os supervisores explicavam que não podiam
fazer nada, que eles seriam enviados às fazendas de café designadas pelas agências
de imigração do Brasil, que já tinham contrato assinado com algumas fazendas.
👉 Continua no próximo capitulo....
