Mostrando postagens com marcador navio emigrantes japoneses. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador navio emigrantes japoneses. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Navio emigrantes - informaçoes a bordo

Cap. 08 -  A informação e comunicação a bordo

 

As cartas ao Japão

 

O emigrante poderia escrever uma carta a alguém do Japão, que era postada nos portos de parada (Hong Kong, Cingapura, Cidade do Cabo, etc). Um supervisor recolhia as cartas e a tarifa postal e cabia a ele a tarefa de postar a carta nas agencias de correios. 

 

Os comunicados mimeografados

 

Os navios tinham mimeógrafo, aparelho importantíssimo, que fazia as vezes de Whatsapp. Trata-se de uma pequena impressora, inventada por Thomas Alva Edison,  que faz reproduções de páginas (cópias, como se fosse uma maquina Xerox).

 

Com ele, eram impressos os comunicados aos emigrantes, tais como as datas e horários dos eventos, a descrição do evento, solicitação de melhor asseio nos banheiros, nomeações de pessoas para cargos, proibições de desembarque nos portos de escala, instruções sobre o desembarque em Santos, etc. 


O anúncio romântico


Muito provável que esses comunicados, por encomenda de rapazes solteiros, publicavam  a seguinte frase :,


"Atenção senhorita Fulana de Tal. Tem um rapaz interessada em você."


Isso era bem típico nesses tipos de comunicados.

Mimeógrafo antigo, da época das imigrações


Notícias do Brasil e Japão

 

Alguns navios davam notícias do Japão, que recebiam via rádio. Mas elas eram ignoradas pelos emigrantes: o Japão, na época para eles era sinônimo de pobreza, sofrimento e de terra sem futuro promissor.


Os emigrantes não tinham nenhuma noção do Brasil, que era uma incógnita. Por isso perguntavam sobre o país a alguns supervisores que já tinham viajado ao Brasil. Entretanto, eles respondiam que só conheciam o porto de Santos.

 

Se um emigrante a bordo já estivesse no Brasil e estaria retornando, era alvo de constante perguntas. Ele consistia em um problema enorme para a companhia de emigração, pois sabia das duras condições que os emigrantes iriam enfrentar. Por isso, eram orientados a não se manifestarem a respeito, ou se manifestarem favoravelmente sobre o Brasil.

 

A angústia de não conhecer o destino final

 

Os emigrantes que já tinham parentes ou amigos no Brasil desejavam se juntar a eles, e perguntavam aos supervisores se era possível eles interferirem nesse sentido, solicitarem o envio deles para as fazendas desses parentes e amigos.

 

 Os supervisores explicavam que não podiam fazer nada, que eles seriam enviados às fazendas de café designadas pelas agências de imigração do Brasil, que já tinham contrato assinado com algumas fazendas.


👉 Continua no próximo capitulo....

 

👉 A viagem dos emigrantes ao brasil – todos os capítulos

👉 Clique aqui para ir ao mapa do site