Propaganda de café no Japão - renovação de contrato de Ryo Mizuno
Em 08 de janeiro de 1913, com o
fim do contrato firmado em 1908 (prorrogado em 1910, para vigência até o final
de 1912), Mizuno conseguiu renovação de contrato, por mais 5 anos, até 1918. A
essa altura, a rede de cafeterias tinha lojas em Tokyo, Osaka, Nagoya e
Shizuoka.
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| Tribuna de Santos, 10/01/1913 |
Na prorrogação de contrato de
1910, o governo alterou a cláusula de fornecimento de café, limitando o
fornecimento do produto em até 36 contos de reis anuais. Isto é, o fornecimento
não seria mais em quantidade de sacas, e sim a quantidade que poderia ser
comprada com 36 contos de reis.
Aconteceu que o café subiu muito de preço e em 1913 esse valor era insuficiente para comprar a quantidade de café necessária para atender as cafeterias. Esta reclamação de Mizuno acusando falta de café, é um indício que o empreendimento estava bem-sucedido. Por isso, na renovação de 1913 Mizuno solicitou que voltasse o governo a fornecer sacas de café, sem o teto de valor (36 contos). Conseguiu então, no novo contrato, o fornecimento de até 2.500 sacas por ano.
As cafeterias de Ryo Mizuno
Em 19/02/1911 Ryo Mizuno
inaugurou a Café Paulista, em Ginza, Tokyo. Foi a primeira de uma rede que
chegou a 23 lojas, sendo 22 nas principais cidades do Japão e 1 em Shangai,
China.
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| Anuncio do Café Paulista, 1915 |
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| Anuncio do Café Paulista, sem data |
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| A esquerda, anuncio do Café Paulista. A direita, um anuncio de empresa de emigração |
A Café Paulista foi a primeira
rede de lojas de cafés no Japão.
A loja pioneira, em Ginza, fechou
em 1923, destruída por terremoto. Foi reaberta em 1970 e está em operação até
hoje.
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| Loja pioneira, em Ginza, Tokyo |
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