O salvo-conduto na Segunda Guerra Mundial
O salvo-conduto era um documento emitido por órgãos do governo ou município,
autorizando o imigrante japonês, alemão e italiano a viajar de uma cidade à
outra. O viajante que fosse pego sem o salvo conduto era preso. Ele passou a
ser exigido em 1939, com início da Segunda Guerra Mundial.
Os salvo-condutos eram licenças para uma viagem específica.
Entretanto, havia também os válidos para qualquer viagem, por prazo
determinado, em geral 6 a 1 ano. Ele era destinado aos que viajavam
profissionalmente.
Os salvo-condutos não serviam para viagens aéreas, para isso
o viajante precisava de uma autorização especial junto ao órgão indicado pelo
governo.
![]() |
| Salvo-conduto emitido pelo DOPS |
O salvo conduto foi imposto para vigiar a movimentação dos
imigrantes, tratados de suspeitas de serem quinta-colunistas.
Constituiu uma burocracia inútil, e só serviu para azucrinar a
vida dos imigrantes. Também não atrapalhou muito, pois naqueles tempos, para o
imigrante, viajar era uma ocorrência muito rara, não dispunham de dinheiro para
esse tipo de luxo.
![]() |
| Folha da Manhã 10/04/1942 |
| Salvo-conduto emitido em Caxias (Rs), 1944 |
~~~~~~~~~~~~
A declaração de residência – o que era
Junto com o salvo conduto, veio a exigência da declaração de residência.
Se um imigrante chegasse a uma cidade sem o salvo conduto, e fosse inquirido
pela polícia, ele poderia simplesmente mentir, alegar que morava na cidade. Por
isso, o imigrante deveria provar que morava naquela cidade, mostrando a
declaração de residência. Ela podia ser feita nas delegacias de polícias, ou
outro órgão indicado pelo Governo Federal.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
👉 Clique aqui - mais assuntos sobre imigrante e Segunda Guerra
👉 Clique aqui para ir ao mapa deste site





