O contrato de Mizuno com o Governo do Estado de São Paulo
para divulgação do café no Japão
Em 27 de junho de 1908, Mizuno,
assessorado pelo seu funcionário Raphael Monteiro e provavelmente apoiado pela influente
Sociedade Brasileira da Agricultura (SBA), firmaram contrato de três anos com o
governo do Estado de São Paulo.
As condições principais do
contrato eram essas: o estado forneceria à empresa de Mizuno no Japão 1.500
sacas de 60 kg. de café no primeiro ano; 2.250 sacas no segundo ano e 3.375 no
terceiro ano. O estado cederia a Mizuno
um subsídio para abertura das cafeterias no valor de 60 contos de réis
(60:000$000). Propuseram a abertura de 15 cafeterias no Japão.
O depósito de caução do contrato
O governo do estado exigiu que Mizuno depositasse no Tesouro Nacional o valor de 30 contos, como garantia do cumprimento das propostas do contrato, quantia essa deveria ser devolvida ao final do contrato. Mizuno concordou com essa condição, porem não tinha esse dinheiro.
Quase um ano depois, em 05/1908 Mizuno ainda não tinha feito o depósito, e solicitou prazo até 30/04/1909 para o cumprimento da cláusula.
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| Nota do Correio Paulista, 09/05/1908 |
Mizuno e Raphael Monteiro com dificuldades no Japão
O Correio Paulistano, em edição de 15/07/1909 noticia que a dupla Mizuno-Monteiro, um ano depois de firmado o contrato, enfrentavam dificuldades burocráticas no Japão, e por isso ainda não tinham conseguido abrir sequer uma cafeteria no Japão, e pediram prorrogação de prazos para cumprimento da obrigação.
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| Correio Paulistano, 15/07/1909 |
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| Correio Paulistano, 15/07/1909 |
Café Paulista Goshikaisha
Para dar inicio aos trabalhos, Mizuno fundou no Japão a empresa "Café Paulista Goshikaisha", a futura rede de cafeterias.
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| Um panfleto da Café Paulista, rede de cafeterias de Ryo Mizuno |
Fontes : jornais Diario de Santos,
28/06/1908 e Correio da Manhã, 27/06/1908.
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| Diario de Santos, 28/06/1908 |
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| Correio da Manhã, 27/06/1908. |





